A Cruz Deturpada

 

“Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento… A velha cruz condenou; a nova cruz diverte. A velha cruz destruiu a confiança na carne; a nova cruz promove a confiança na carne.” A.W.Tozer

 

A cruz moderna se transformou em uma caricatura da cruz de Cristo. A igreja evangélica a reduziu a autoajuda, promessas, “dádivas” e prosperidade. A verdade é que não querem seguir a Continuar lendo “A Cruz Deturpada”

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Existe pecadinho e pecadão?

 

O Meio evangélico brasileiro é permeado por conceitos, já arraigados, que muitas vezes não encontram nenhum respaldo bíblico, este é mais um dos grandes problemas da igreja brasileira, se apegam a jargões, frases prontas, mantras e não à palavra de Deus.
Um desses conceitos equivocados é a ideia de que “não existe pecadinho ou pecadão”, que todos os pecados seriam iguais para Deus. Mas será que é assim mesmo? Vamos fazer uma análise Continuar lendo “Existe pecadinho e pecadão?”

O Relativismo e o Protestantismo

 

Relativismo é, em suma, a visão de que todas as crenças, costumes e ética são relativas ao indivíduo dentro do seu contexto social, não existe um padrão universal de moralidade, ninguém tem o direito de julgar os costumes de outra sociedade. Estes relativistas acreditam que todas as culturas são igualmente dignas e de igual valor, eles veem a verdade como variável e não como algo absoluto. Como resultado, ninguém pode dizer se alguém está certo ou errado; é uma questão de opinião pessoal, ninguém pode julgar nada ou alguém.

Não me espanta que a sociedade adote estes princípios, pois chama ao mal de bem e ao bem de mal, faz das trevas luz Continuar lendo “O Relativismo e o Protestantismo”

O Politicamente Correto e a Igreja

Dentre a multidão de males que infestam a igreja brasileira, hoje quero destacar o “politicamente correto”. Muito provavelmente a maioria de nós já foi enganada por ele. O politicamente correto nos faz pisar em ovos enquanto nos comunicamos. Toda palavra e pensamento deve ser escolhida para, de forma alguma, desagradar ao próximo.

Sim, é verdade, o politicamente correto as vezes soa “bonitinho” ou até “adequado”. Ele dá um “ar” de educação, de polimento, de conciliador. Mas não se engane, ele não trata de nada disso. Na verdade o politicamente correto é uma forma de censura ao pensamento, de maneira difusa, inibe o pensar, que visa sua anulação em nome de um falso bem. Nele não há portanto verdadeiro e falso, “sim, sim” ou “não, não” há apenas o adequado e o inadequado, o conveniente e o inconveniente.

Querem nos impor uma ditadura do politicamente correto!

Mas donde vem este “politicamente correto”?

Vem do marxismo cultural. O politicamente correto é, dentre outras coisas, mais uma corrente do relativismo. Onde é pregado que não há verdade absoluta, há sim um subjetivismo, onde qualquer visão é verdadeira, dependendo unicamente da percepção que cada um tenha sobre determinado tema. Nisto, há uma “proibição”, velada, de se contrariar ao outro, afinal, sua verdade, sua visão, é mera questão de perspectiva. Após isso, surge o relativismo moral como teoria filosófica, que defende a aniquilação da hierarquia de valores, onde moral e ética são tão subjetivas, e inúteis, quanto uma opinião sobre qualquer tema.

Dentro da sociedade vemos o politicamente correto nos impossibilitar de tocar em determinados assuntos sob a ótica cristã, tornando tudo inadequado e “fóbico” (termo amado pelo ditadores do politicamente correto). O direito constitucional da liberdade de expressão torna-se meramente um detalhe a ser relevado.

No entanto, o mais grave ocorre quando da emissão de opiniões, de ideias ou de consciência. Expressar desacordo tornou-se discurso de ódio, e qualquer parecer contrário aos interesses de um determinado grupo, ou minoria, vira automaticamente, uma “fobia”. Ou seja, a opinião é criminalizada sem a necessidade de lei. Depois disso, qualquer discurso que não se encaixe no politicamente correto é taxado como “discurso de ódio”. Sim, de uma hora para outra, todos temos um pouco de “fóbico”, racista e estamos “cheios de ódio”.

Entenda, amado irmão, que, quando você defender a posição cristã sobre família, será taxado de conservador com ódio de toda diversidade ou se defender uma moral bíblica acerca do sexo, será taxado de “Homofóbico”. A igreja não deve se acovardar diante desta opressão, muito menos aceita-la e negar as verdades bíblicas.

Porém, existe outra faceta do politicamente correto, e esta já está dentro de nossas igrejas. O politicamente correto é usado para esconder covardes. Sim, covardes dentro de nossas congregações. Utilizam o “politicamente correto”, como desculpa para se esconder da obrigação bíblica de apontar erros e heresias de lideres e falsos profetas. A igreja brasileira é repleta de crentes que vivem sobre um “espírito de covardia”, que não foi dado a igreja (2 Tim 1:7).

Sim, porque Jesus não foi “politicamente correto”. Ele dizia tudo o que era importante, e só não o dizia quando não o era. E disse: “Vós sois aqueles que recebeis glória uns dos outros”. E acrescentou: “Aquilo, porém que é elevado entre os homens, é abominação diante de Deus”.

Sim, Jesus não era politicamente correto, Ele tinha compromisso apenas com as verdade do Pai. O Deus de amor, e justamente por isso , foi verdadeiro em tudo que fez. Jesus, que ao mesmo tempo nos manda amar o inimigo, chama os fariseus do que eles eram, hipócritas, raça de víboras, cães e porcos (Mt 12:34)! É o mesmo que expulsa, à “chicotadas”, os vendedores do templo (Mt 21). Quem ama, não se cala ante ao engano, a mentira, o erro e o pecado.

Lembremos o que o pastor Augustus Nicodemus Lopes nos diz:

“Quem nunca julga contribui para que o erro se propague, para que as pessoas continuem no erro. São pessoas sem convicções. Elas se tornam coniventes e cúmplices das mentiras e heresias e atos imorais e anti éticos dos que estão ao seu redor.”

Que tenhamos em mente que somos inimigos deste mundo perverso e tirano ( Tg 4:4) e que não devemos nos conformar (Rm 12:2 ) ou nos sujeitar a ele. Assim como devemos nos levantar contra heresias e falsos ensinamentos dentro de nossas igrejas (1ª Cor 11:19), sejamos sinceros, sejamos corajosos em anunciar o Reino fora das quatro paredes, assim como defendendo a verdade dentro e fora delas! Não tenha medo de se comprometer com a verdade custe o que custar.

Calvinismo e Missões

 

“Deus não pode ser invocado por ninguém, exceto por aqueles que conheceram sua misericórdia por meio do Evangelho” João Calvino

Há no meio evangélico uma insistente falácia que calvinistas tem ouvido há anos, ela afirma que o movimento calvinista não tem interesse por missões, não tem amor pelo Ide. Mas será que este argumento tem algum fundo de verdade? Vamos recorrer aos calvinistas, e à bíblia, para responder esta questão.

Primeiramente, vamos definir missões, o teólogo reformado J.H. Bavinck assim a define:

Missões é aquela atividade da igreja, essencialmente Continuar lendo “Calvinismo e Missões”

O que Legaremos aos Nossos Filhos?

C. H. Spurgeon

 

 

O justo anda na sua integridade; felizes lhe são os filhos depois dele.(Pv 20.7)

A ansiedade a respeito de nossa família é algo natural. No entanto, seremos sábios se a convertermos em um interesse a respeito de nosso próprio caráter. Se andarmos diante do Senhor com integridade, faremos mais para abençoar nossos descendentes do que se deixássemos em herança Continuar lendo “O que Legaremos aos Nossos Filhos?”

Lutando contra os Males da Pornografia

 

Não é fácil ser um jovem nos dias de hoje. Talvez nunca tenhamos vivido tempos tão complicados como os atuais. Os desafios que os jovens cristãos, que querem realmente se manter em santidade, enfrentam parecem ser mais difíceis do que nunca. Nossa sociedade se entregou ao sexo. A sexualidade é exaltada e propagada de todos os modos. Desenhos, propagandas, filmes ou revistas, para onde quer se olha há exaltação da sexualidade. Vivemos num tempo em que a cultura esta toda voltada ao sexo.

Pior do que isto, hoje, a apenas um “clique”, temos acesso a todo tipo de pornografia degradante e imoral. Ela está disponível em grande quantidade, em varias “desqualidades” e ainda por cima Continuar lendo “Lutando contra os Males da Pornografia”

O Perfeito Amor de Deus: Cristo Jesus

 

Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rm 8:38-39

Martim Lutero descreve o amor de Deus com as seguintes palavras:

Deus é um forno ardente, tão cheio de amor que todo o céu e toda a terra estão envolvidos pelo seu calor.

O amor é prioridade. O amor é a luz e a glória ao redor do trono sobre o qual Deus está assentado. O amor é uma obra Continuar lendo “O Perfeito Amor de Deus: Cristo Jesus”

Salmos e os nossos “Louvores”

 

“Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos. Cantai-lhe, cantai-lheSALMOS; narrai todas as suas maravilhas. Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR. Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai perpetuamente a sua presença”. Salmos 105:1-4

Vivemos num tempo obscuro quando se trata de louvor congregacional. Atualmente nossos “louvores” são cada dia mais pobres e humanos. Sim, esta é nossa triste realidade. Nossos hinos são antropocêntricos, são triunfalistas, distorcem à palavra e pouco tem a acrescentar ao cristão. Mas dentro deste caos musical, qual seria a solução Continuar lendo “Salmos e os nossos “Louvores””

Até Onde Minhas Boas Obras Vão?

A confissão de Westminster diz em seu cap. XVI que:

“Boas obras são somente aquelas que Deus ordena em sua santa palavra, não as que, sem autoridade dela, são aconselhadas pelos homens movidos de um zelo cego ou sob qualquer outro pretexto de boa intenção.”
a) Mq 6:8; Rm 12:2; Hb 13:21; b) Mt 15:9; Is 29:13; 1Pd 1:18; Rm 10:2; Jo 16:2; 1Sm 15:21-23.

Boas obras são o cumprimento da vontade de Deus, tudo aquilo que Ele nos pede em sua palavra. Sejam preceitos que regulam a nossa conduta como indivíduos diante de Deus em relação ao Continuar lendo “Até Onde Minhas Boas Obras Vão?”